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TSG 1899 Hoffenheim

O TSG 1899 Hoffenheim tem sido uma das maiores surpresas do futebol Europeu. Até há bem pouco tempo, era a única equipa imbatível na Europa e actualmente luta por um lugar na Liga dos Campeões. Isto tudo enquanto são liderados por Julian Nagelsmann, o treinador mais jovem da história da Bundesliga. Nagelsmann, de 29 anos, está na sua 2ª época ao comando do Hoffenheim, depois de salvar o clube da despromoção na época transacta. Quando assumiu a lugar na temporada passada, apenas com 28 anos, o Hoffenheim estava em 17º a 7 pontos da linha de água, com 14 jogos por ser jogados. Passar dessa posição para a que ocupa actualmente é um feito notável, com algumas das ideias mais inovadoras do futebol Alemão.

O Hoffenheim começou a época a jogar num bloco alto, pressionando em 1-4-3-3, o sistema preferido de Nagelsmann, mas as suas debilidades defensivas cedo se mostraram. Com a equipa a fazer tanta pressão do lado da bola, o lado contrário tornou-se um ponto fraco que o adversário podia explorar. Depois de se aperceber disto, Nagelsmann mudou para 1-3-5-2/1-5-3-2.  Assim, o Hoffenheim conseguiu manter um bloco compacto e defender o lado mais fraco muito melhor com a defesa a 5.

 

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Nagelsmann defende um posicionamento defensivo activo, especialmente contra adversário fortes. Fechar o corredor central é a principal prioridade, levando os adversários para os corredores. Normalmente, os avançados não pressionam os defesas centrais. A sua preocupação é fechar as linhas de passe interiores, deixando apenas uma alternativa ao adversário: jogar nos defesas laterais, onde a equipa faz realmente mais pressão e tenta recuperar a bola. 

 

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O Hoffenheim faz isso de maneira diferente conforme o lado –  no lado direito é o lateral, Kaderabek, que avança para pressionar o lateral oposto, enquanto Sule vem para fora dar cobertura ao Checo. No lado esquerdo, ninguém é capaz de fazer o que Sule faz (tão bem) do lado direito, por isso a dinâmica tem de ser diferente. Neste lado é o médio centro (Demirbay, neste caso) que pressiona o lateral adversário, com Rudy a vir de trás para cobrir o seu movimento. Toljan, o defesa esquerdo (fora da imagem), fica recuado e marca o extremo adversário. Isto permite ao Hoffenheim criar vantagem numérica nos corredores mantendo sempre, pelo menos, uma linha defensiva de 4.

 

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Depois de recuperar a bola, a equipa reage à pressão adversária. Se for alta, tentam transitar o mais vertical e rapidamente possível, para chegar de forma rápida a zonas perigosas. Esta estratégia tem dois objectivos: apanhar o adversário desprotegido e limitar o potencial de dano se perder a bola em transição. Na liga Alemã, onde quase todas as equipas aplicam com sucesso o contra-pressing, isto é muito importante para o sucesso do Hoffenheim. Se a bola é recuperada sem pressão imediata do adversário, o Hoffenheim diminui o ritmo e procura a construção através de um futebol apoiado. Transições ofensivas com sucesso são uma das grandes armas do Hoffenheim. Preferem o corredor central mas estão constantemente a procurar ocupar os 3 corredores para abrir o adversário e dar mais opções para chegar à baliza.

 

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Uma das suas dinâmicas mais eficazes na transição é alternar combinações em passe curto num espaço reduzido, com um passe directo a variar o centro de jogo, muitas vezes apanhando o adversário desequilibrado. 

Quando não têm espaço para transitar rápido, a equipa faz uma construção mais paciente. Há uma tendência para jogar mais pelo lado direito, devido à segurança de Sule com bola. Assim que a bola entra no meio campo, o Hoffenheim tenta jogar directo nos avançados, que jogam perto um do outro para permitir combinações curtas após o passe vertical.

 

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Mesmo quando não há nenhuma linha de passe disponível no meio, estes procuram o passe vertical para os corredores, desde que isto queime linhas do adversário e mantenha a equipa a ganhar terreno. Assim como em transição, alternam passe curto e longo quando em ataque organizado. Por vezes, um dos avançados recua para formar um losango no meio campo, permitindo combinações curtas. Assim que a oportunidade aparece, muda o foco do ataque através de um passe longo, tentando explorar os espaços mais vulneráveis do adversário.

 

 

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Aqui reside um dos maiores feitos de Nagelsmann. O Hoffenheim é extremamente eficiente nos seus ataques directos, principalmente devido à coordenação entre os movimentos de apoio e de ruptura. Um ou mais jogadores apoiam o portador da bola, oferecendo linhas de passe curtas e arrastando os defesas, enquanto ao mesmo tempo outro jogador aparece nas costas da defesa. Podemos ver este tipo de movimento vezes sem conta.

 

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Muitas equipas fazem movimentos parecidos, mas é o timing que realmente deixa os adversário em má situação, e fazem-no enquanto mantém um posicionamento apropriado para lidar com uma eventual perda de bola.

Tudo isto demonstra o grande trabalho feito por Nagelsmann. O jovem treinador identificou os problemas cedo esta época e criou um sistema em constante evolução. É difícil pedir mais a esta equipa, que tem tido uma performance bem acima das expectativas iniciais. Mesmo que o Hoffenheim falhe a qualificação para a Europa, esta época tem de ser vista como um enorme sucesso. 

 

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Founder, Project Manager Videobserver . I believe in the democratization of sports analysis software, for all intervenients, such as coaches, analysts, scouts, federations, clubs and players.

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