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Uma ideia de jogo – como incorporar no modelo de jogo

Hoje em dia existe uma panóplia de livros, sites, blogs, de tudo um pouco. Nós enquanto treinadores temos de seleccionar muito bem o que queremos, e eventualmente aquele pormenor, aquela situação ou aquele exercício que acrescentará algo à nossa ideia de jogo, e por conseguinte ao nosso modelo de jogo. Isto porque os treinadores hoje em dia são cada vez mais as suas ideias, e o sucesso deles depende cada vez mais disso – da sua criatividade.

Mediante a equipa que temos à nossa disposição e a sua cultura, teremos de avaliar o que é melhor para a mesma:

  • Quando tenho a bola o que fazer?Ataque directo, contra ataque, ataque posicional?
  • Quando perco a bola? Recuperar posições? Falta Táctica? Pressão na bola?
  • Quando recupero a bola? Sair rápido da zona de pressão? Aproveitar a desorganização do adversário? Jogar atrás e preparar ataque posicional?
  • Quando não tenho a bola? Pressionar e provocar o erro? Recuar e defender?

 

Depois de pensarmos nisso, temos de pensar nas especificidades de cada jogador da nossa equipa:

  • Quando ganho a bola – Devo privilegiar a transição ofensiva se os meus avançados são lentos?
  • Quando tenho a bola – Devo fazer um ataque posicional se os meus jogadores são tecnicamente pouco evoluídos?
  • Quando perco a bola – Devo pressionar após a perda da bola se os meus jogadores são pouco agressivos?
  • Quando não tenho bola – Devo defender uma zona pressing se os meus jogadores não sabem interpretar bem essa fase do jogo?

Em relação às ideias de jogo, os exercícios têm de servir para o modelo de jogo. É cada vez mais frequente vermos treinadores a pesquisar e a ver exercícios de grandes equipas e aplicarem às suas equipas. Será que faz sentido? Por exemplo, Sub-18 a realizarem exercícios de Sub-8. Faz sentido, mas deve haver sempre uma adaptação da nossa parte, tanto em termos de conteúdo como em termos de complexidade.

Tem de haver um planeamento ajustado às necessidades dos jogadores e da equipa. Tem, por exemplo, de se resolver problemas colectivos e individuais, sectoriais e inter-sectoriais, mas sempre com a consciência do que se está a realizar, e não fazer imitações descontextualizadas. É apenas uma questão de exercitar o cérebro e criarmos o nosso modelo de treino adaptado ao nosso modelo de jogo. Ser criativo, compreender as necessidades da equipa e ajustar o modelo à mesma.

No treino, as situações reais de jogo são de facto cada vez mais importantes, isto é:

  • Exercícios para defender bem em transição – O que fazes quando tens a bola e a perdes
  • Exercícios para defender bem – Partindo de campo grande e fazer transição defensiva
  • Exercícios para atacar – Partindo de campo pequeno e fazer transição ofensiva

 

Todas estas situações devem fazer parte das ideias dos exercícios dos treinadores, porque são “a realidade do jogo”. As equipas que não estão preparadas para estar desequilibradas durante o jogo, não estão tão preparadas para o conseguir controlar.

Já se pensou alguma vez, se eliminássemos as transições, quando é que haveriam momentos de desequilíbrio? Seria uma constante homeostasia, maioritariamente previsível e equilibrado.

Imaginemos o modelo de jogo como uma casa. Ela seria qualquer coisa como:

  • Alicerces da casa – Organização defensiva e transição defensiva
  • Estrutura da casa – Organização ofensiva e transição ofensiva
  • Telhado da casa – Eficácia das bolas paradas

 

Para construirmos esta casa é preciso muito trabalho, e quanto mais alicerces tivermos, menos problemas podemos ter na nossa estrutura.

Em suma podemos ver livros, vídeos, assistir a palestras, etc, mas temos de dar sempre o nosso cunho pessoal – o nosso cérebro, e ser originais nos nossos exercícios e no nosso modelo de jogo. Porque a cultura  de clube e as características dos jogadores em questão assim o ditam – são únicos.

Sejam astutos e inteligentes nas abordagens em questão, porque só assim conseguem superar os desafios que terão pela frente.

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Hélder Moita

Hélder Moita

Hélder Moita, a 30 years old coach living in Lisbon, with 8 years of experience and UEFA B licensed coach. Loves the act of creation involved in the training process and tries to expose his feelings and passion in every analysis he does. Hélder Moita, treinador de 31 anos residente em Lisboa, com 8 anos de experiência e licença de treinador UEFA B. Apaixonado pelo acto de criação envolvido no processo de treino e tenta expor os seus sentimentos e paixão em todas as análises que faz. Email: heldermoita23@gmail.com

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